MUSICAL VITORIA

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AGENDA DO MUSICAL VITORIA

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30-11 - festa de confraternização

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07-12 - festa de confraternização

13-12 - agua doce

14-12 - casamento

20-12 - agua doce

27-12 - marilian band(armazem)

28-12 - agua doce

31-12 - revellion

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18-01 - agua doce

25-01 - casamento

31-01 - agua doce

01-03 - carnaval em garça

segunda-feira, 16 de junho de 2008


Adriana Calcanhotto
2ª parte da trilogia das águas nos palcos
Adriana Calcanhotto encarna deusa grega no show “Maré”, em São Paulo


Depois de encantar multidões de crianças, deixar o país inteiro cantando “Fico Assim Sem Você” e levar para casa um disco de ouro pelo projeto Partimpim, Adriana Calcanhotto volta agora ao universo adulto, o que não fazia desde Cantada, de 2002. Maré, novo álbum da cantora gaúcha, será levado aos palcos do Citibank Hall, em São Paulo, de sexta (13) a domingo, na estréia nacional do espetáculo que já passou por Portugal e Argentina.

Segundo trabalho de uma trilogia sobre o mar iniciada há dez anos com Maritmo, Maré surgiu depois de uma turnê no exterior ao lado dos amigos do +2, grupo formado por Moreno Veloso, Domenico Lancellotti e Kassin. Os ensaios e a cumplicidade entre o quarteto rendeu a canção que dá nome ao disco e “Um dia desses”, poema musicado de Torquato Neto. Os três tocam no álbum, que ainda tem participações de Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos) e do violão de Gilberto Gil.

O show na capital paulista ainda vai contar com faixas do novo disco, entre elas “Seu Pensamento”, “Mulher Sem Razão”, conhecida na voz de Cazuza, “Sargaço Mar”, de Dorival Caymmi, e “Teu nome mais secreto”, última colaboração com Waly Salomão antes de sua morte.

O repertório também privilegia músicas de Maritmo, pela afinidade temática, e sucessos como “Maresia” e “Esquadros”. Acompanham a cantora no palco Domenico (bateria), Alberto Continentino (baixo), Rafael Rocha (percussão) e Bruno Medina, ex-tecladista do Los Hermanos.

Em entrevista por e-mail ao iG Música, Adriana comentou a concepção do disco, depois do processo de se distanciar da performática Partimpim. Além disso, fala do novo espetáculo, que dirige, de possíveis participações especiais e de como é encarnar em cena Tétis, deusa da mitologia grega, mãe das águas.

Você já comentou que em determinado momento, depois do lançamento do disco e da extensa turnê de Adriana Partimpim, precisou se esvaziar do personagem e "flanar". o projeto foi muito além do que você imaginava que iria, falando de vendas e receptividade? Como você conseguiu atingir esse distanciamento?
Sim, foi muito além do que imaginava e, sobretudo, durou muito mais tempo do que eu poderia supor. Quando acabou, flanei menos do que gostaria, mas talvez seja porque já tinha canções para o Maré, já as vinha acumulando, desde 2003, quando compus “Seu pensamento” com o Dé [Palmeira, baixista]. Esvaziar do Partimpim, por isso mesmo, pelo fato de já ter um repertório para gravar, não foi nada difícil.

No material de divulgação, você diz que "só o tempo arredonda", ao falar da possibilidade de levar alta poesia para as rádios através de músicas "redondas". Apesar disso, há a impressão de que a grande maioria das canções de Maré foi acertada e concluída rapidamente. Esse período de maturação foi de fato mais rápido do que o usual?
Dentro do processo de feitura do álbum há diferentes tempos. Só o tempo arredonda as questões relativas às interpretações dos poemas, minhas possibilidades de entendimento e de assimilação dos poemas e dos próprios poetas. Mesmo que os arranjos imprimam o frescor de serem construídos de maneira espontânea, só as camadas de tempo dão o que me interessa de fato na sonoridade das faixas.

É notório que Maré é o segundo trabalho de uma trilogia sobre o mar e você já definiu o disco como o intermediário entre “mulher e peixe”. Como você chegou nesse conceito?
Isso acabou revelando-se assim pra mim. Não pensava, quando fiz o Marítimo, em trilogia. Não pensava, quando fiz o Maré, em gravar um álbum intermédio, entre a mulher e o peixe. As canções e a maneira como vão sendo tratadas pelos músicos, o conjunto das canções e seus resultados é que vão se fazendo. Nesse álbum, mais do que em todos os outros que fiz.

O repertório do disco, pelo que sei, acabou espontaneamente se agrupando em torno da temática do mar. Por que você acha que só agora, dez anos depois de Maritmo, a "maré" acabou retornando?
Imagino que seja porque comprei a casa de pescador em Angra onde concebi o Maritmo, mas não tenho certeza. Pode ser também porque de lá (Maritmo) pra cá, mergulhei na literatura de mar. São muitas as possibilidades e não ligo muito para os motivos, não sinto necessidade de investigar a respeito.

O cenário e figurino criados para o espetáculo estão diretamente relacionados com o projeto gráfico do CD?
O figurino sim, é diretamente ligado ao projeto da capa, é a mesma Gilda Midani quem os concebe. O cenário utiliza imagens de fractais e também imagens de golfinhos e de um polvo que são de Creta, do século XV a.C. O cenário amplia o espectro mitológico do álbum, e me apresenta como uma Tétis contemporânea. Além de ter uma concha gigante em cena, que me comove. Ficamos ali no palco, eu e minha banda, pequeninos, humaninhos, com o mar imenso à nossa volta, na concha gigante.

E como seu papel como diretora contribuiu para a concepção do show?
Começa pela escolha do repertório, a partir daí vou inventando, arrumando soluções para as coisas que quero. É muito fácil tendo a equipe que tenho. Todos os dias conversamos, todos, sobre o show anterior, mexemos uma coisinha aqui, outra ali, vou sugerindo, eles dão palpite também, são eles os meus olhos da platéia. É divertido.

Existe o desejo e a possibilidade das colaborações do álbum serem repetidas ao vivo? Além de Domenico, os outros integrantes do +2 também podem tocar a seu lado no palco?
No princípio pensei que sim, mas agora, com o espetáculo montado, não vejo muito essa possibilidade. Não sei, não é o tipo de show para participações. É o que eu acho por enquanto.

Foi muito difícil compor o repertório para a turnê de Maré? Há alguma chance de Partimpim aparecer em algum dos shows?
Olha, eu não tinha selecionado “Fico assim sem você” para esse roteiro, não achei que tivesse a ver. Mas, em Portugal, Partimpim apareceu, e ela canta essa música no meio do show e depois vai embora, brincar de outra coisa qualquer. O que eu posso fazer? Não vou impedir. E tem o diálogo do Maré com o Maritmo, onde “Asas”, por exemplo, que veio do Maritmo, ficou muito melhor no Maré. Essas coisas é que dão graça a tudo.

Jamelão (cantor)

Jamelão

Jamelão canta durante o espetáculo comemorativo da reinaguração da Rádio Nacional.
Informação geral
Nome completo:José Bispo Clementino dos Santos
Data de nascimento:12 de Maio de 1913
Apelido:Jamelão
País:Brasil Brasil
Origem(ns):Rio de Janeiro
Data de morte:14 de Junho de 2008 (95 anos)
Gênero(s):Samba
Instrumentosvoz
Afiliação(ões):Francisco Alves
Lupicínio Rodrigues

Jamelão, nome artístico de José Bispo Clementino dos Santos, (Rio de Janeiro, 12 de maio de 1913 — Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008) foi um cantor brasileiro, tradicional intérprete dos sambas-enredo da escola de samba Mangueira.

Biografia

Nascido no bairro de São Cristóvão e passou a maior parte da juventude no Engenho Novo, para onde se mudou com seus pais. Lá, começou a trabalhar, para ajudar no sustento da família - seu pai havia se separado de sua mãe. Levado por um amigo músico, conheceu a Estação Primeira de Mangueira e se apaixonou pela escola de samba.

Ganhou o apelido de Jamelão na época em que se apresentava em gafieiras da capital fluminense. Começou ainda jovem, tocando tamborim na bateria da Mangueira e depois se tornou um dos principais intérpretes da escola.

Passou para o cavaquinho e depois conseguiu trabalhos no rádio e em boates. Foi "corista" do cantor Francisco Alves e, numa noite, assumiu o lugar dele para cantar uma música de Herivelto Martins.

A consagração veio como cantor de samba. Sua primeira gravadora foi a Odeon. Depois, trabalhou para a Companhia Brasileira de Discos. Entre seus sucessos, estão "Fechei a Porta" (Sebastião Motta/ Ferreira dos Santos), "Leviana" (Zé Kéti), "Folha Morta" (Ary Barroso), "Não Põe a Mão" (P.S. Mutt/ A. Canegal/ B. Moreira), "Matriz ou Filial" (Lúcio Cardim), "Exaltação à Mangueira" (Enéas Brites/ Aluisio da Costa), "Eu Agora Sou Feliz" (com Mestre Gato), "O Samba É Bom Assim" (Norival Reis/ Helio Nascimento) e "Quem Samba Fica" (com Tião Motorista).

De 1949 até 2006, Jamelão foi intérprete de samba-enredo na Mangueira. Em janeiro de 2001, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Cultural, entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Diabético e hipertenso, Jamelão teve problemas pulmonares e, desde 2006, sofreu dois derrames. Afastado da Mangueira, declarou em entrevista: “Não sei quando volto, mas não estou triste.”

Morreu aos 95 anos, na Casa de Saúde Pinheiro Machado, em sua cidade natal, por falência múltipla dos órgãos.