MUSICAL VITORIA

MUSICAL VITORIA

AGENDA DO MUSICAL VITORIA

29 - 11 - agua doce

30-11 - festa de confraternização

01-12 - festa de confraternização

07-12 - festa de confraternização

13-12 - agua doce

14-12 - casamento

20-12 - agua doce

27-12 - marilian band(armazem)

28-12 - agua doce

31-12 - revellion

03-01 - agua doce

18-01 - agua doce

25-01 - casamento

31-01 - agua doce

01-03 - carnaval em garça

domingo, 30 de agosto de 2009

Veja capa de Sonic Boom, novo CD do Kiss





Foram revelados mais detalhes do novo disco do Kiss, Sonic Boom, previsto para ser lançado no dia 6 de outubro nos Estados Unidos e Canadá exclusivamente pela rede de lojas Wal-Mart, Walmart.com e Sam´s Club. A capa do álbum, divulgada hoje, foi criada por Michael Doret, responsável pela arte do clássico Rock And Roll Over. Alias, as duas capas são bastante semelhantes.Sonic Boom é o primeiro CD de músicas inéditas do Kiss desde Psycho Circus, de 1998, e contará com 11 faixas. O disco, produzido pelo vocalista e guitarrista Paul Stanley, também terá edição tripla, com um CD de regravações de clássicos do quarteto e um DVD gravado ao vivo na Argentina durante a passagem da banda pela América do Sul esse ano. Segundo o vocalista e baixista Gene Simmons "Sonic Boom pode ser o melhor disco que fizemos desde ´Destroyer´! É como se ´Rock And Roll Over´ encontrasse ´Love Gun´". Exagero? Só vamos descobrir em outubro.
Seguem as listas de faixas dos CDs e do DVD:"Sonic Boom":01. Modern Day Delilah02. Russian Roulette03. Never Enough04. Yes I Know (Nobody´s Perfect)05. Stand06. Hot And Cold07. All For The Glory08. Danger Us09. I´m An Animal10. When Lightning Strikes11. Say YeahKISS - regravação de clássicos:01. Deuce02. Detroit Rock City03. Shout It Out Loud04. Hotter Than Hell05. Calling Dr. Love06. Love Gun07. I Was Made For Lovin´ You08. Heaven´s On Fire09. Lick It Up10. I Love It Loud11. Forever12. Christine Sixteen13. Do You Love Me?14. Black Diamond15. Rock And Roll All NiteKISS - DVD ao vivo (bônus):01. Deuce02. Hotter Than Hell03. C´mon And Love Me04. Watchin´ You05. 100,000 Years06. Rock & Roll All Nite

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Líder do Kiss, Gene Simmons completa 60 anos

Baixista do Kiss completa 60 anos de idade nesta terça
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Ele cospe sangue falso, no palco é suspenso por cabos enquanto toca baixo, cai na estrada para longas turnês com sua banda e ainda estica sua gigante língua para fora horrorizando a plateia. Tudo isso vindo de um senhor sexagenário. Há 60 anos, em 25 de agosto de 1949, nascia em Haifa, Israel, Chaim Witz, mais conhecido como Gene Simmons, baixista e vocalista da banda Kiss.
» Veja fotos de Simmons » Ouça Kiss no Sonora » Confira letras do Kiss
Gene se tornou um ícone do rock tocando com o Kiss - banda que fundou em 1973 ao lado de Stanley Einse, mais conhecido como Paul Stanley - e usando sua típica máscara, The Demon.
Além de liderar a banda em cima do palco, Gene também é conhecido por tomar as rédeas dos negócios do grupo. Ele também é famoso por sua vida amorosa. Segundo Gene, que já namorou com cantoras como Cher e Diana Ross, ele já transou com mais de mil mulheres. Há cerca de 23 anos, o baixista vive com a ex-playmate Shannon Tweed, com quem tem dois filhos, Sophie e Nicholas.
Ligado nos negócios, Gene rentabilizou até a sua vida privada. Em 2006, estreou pelo canal A&E o reality show Gene Simmons: Family Jewels, que mostrava detalhes do cotidiano da família Simmons (o programa chegou a acompanhar uma cirurgia plástica feita pelo músico).
Com o Kiss foram 18 álbuns de estúdio - eles estão trabalhando atualmente em um novo disco - e mais oito CDs ao vivo. Entre os principais sucessos da banda ficaram eternizados Rock and Roll All Nite, Shout It Out Loud, Detroit Rock City e muitas outras que são frequentemente cantadas por um gigantesco exército, o Kiss Army, como os fãs da banda gostam de ser chamados.
Redação Terra
Bob Dylan lança em outubro CD com músicas natalinas

O cantor Bob Dylan lançará em outubro seu primeiro álbum de Natal com o título Christmas in the Heart e destinará a renda para fins beneficentes, informou hoje a revista Billboard.
» Ouça Bob Dylan no Sonora» Veja letras de Bob Dylan
O disco, segundo de Dylan este ano, depois do lançamento, em abril, de Together Through Life, incluirá temas tradicionais como I'll be Home for Christmas, O Little Town of Bethlehem, Here Comes Santa Claus, Must be Santa, Winter Wonderland e Little Drummer Boy.
A lista completa, porém, ainda não vazou.
Este trabalho chegará ao mercado americano em 13 de outubro e Dylan, de 68 anos, destinará a renda à organização Feeding America para propiciar mais de 4 milhões de refeições a pessoas necessitadas durante a época natalina.
Dylan também se associará com outras entidades beneficentes internacionais para investir o lucro do disco em projetos no Reino Unido e em países em desenvolvimento.
"É uma tragédia que mais de 35 milhões de pessoas neste país (Estados Unidos) -12 milhões delas crianças- frequentemente tenham que ir para a cama com fome e acordar toda manhã sem saber de onde virá sua próxima refeição", assegurou o artista em comunicado.
Dylan fará uma turnê de duas semanas pela costa oeste dos EUA que começará em 5 de outubro com um show em Seattle, Washington.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Joseph Jackson
(Gary, 29 de agosto de 1958Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um cantor, compositor, ator, dançarino, publicitário, escritor, produtor, poeta, instrumentista, estilista, ilusionista e empresário estadunidense.
Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista dos Jackson 5; começou logo depois uma carreira solo em 1971, permanecendo como membro do grupo. Apelidado nos anos seguintes de "King of Pop" ("rei da música pop"), cinco de seus álbuns de estúdio se tornaram os mais vendidos mundialmente de todos os tempos: Off the Wall (1979), Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991) e HIStory: Past, Present and Future – Book I (1995). Lançou-se em carreira solo no início da década de 1970, ainda pela Motown, gravadora responsável pelo sucesso do grupo formado por ele e os irmãos. Em idade adulta, gravou o álbum mais vendido da história, Thriller.
No início dos anos 1980, tornou-se uma figura dominante na música rock[1] e música popular e o primeiro cantor afro-americano a receber exibição constante na MTV. A popularidade de seus vídeos musicais transmitidos pela MTV, como "Beat It", "Billie Jean" e "Thriller" são creditados como a causa da transformação do vídeo musical em forma de promoção musical e também de ter tornado o então novo canal famoso. Vídeos como "Black or White" e "Scream" mantiveram a alta rotatividade dos vídeos de Jackson durante a década de 1990. Foi o criador de um estilo totalmente novo de dança, utilizando especialmente os pés. Com suas performances no palco e clipes, Jackson popularizou uma série de complexas técnicas de dança, como o Robot e o Moonwalk. Seu estilo diferente e único de cantar, bem como a sonoridade de suas canções influenciaram uma série de artistas nos ramos do hip hop, dance e R&B.
Jackson doou milhões de dólares durante toda sua carreira a causas beneficentes por meio da Dangerous World Tour, compactos voltados à caridade e manutenção de 39 centros de caridades. No entanto, outros aspectos da sua vida pessoal, como a mudança de sua aparência, principalmente a da cor de pele devido ao vitiligo e geraram controvérsia significante a ponto de prejudicar sua imagem pública. Em 1993 foi acusado de abuso de crianças, mas a investigação foi arquivada devido a falta de provas e Jackson não foi a tribunal. Depois, casou-se e foi pai de três filhos, todos os quais geraram controvérsia do público. O cantor teve experiências com crises de saúde desde o início dos anos 90 e sofreu também comentários sobre sua situação financeira. Em 2005, Jackson foi julgado e absolvido das alegações de abuso infantil.
Um dos poucos artistas a entrarem duas vezes ao Rock And Roll Hall of Fame, seus outros prêmios incluem uma série de recordes certificados pelo Guinness World Records - um deles para Thriller como o álbum mundialmente mais vendido de todos os tempos - dezenove Grammys em carreira solo e seis Grammys com The Jacksons e 41 canções a chegar ao topo das paradas como cantor solo - e vendas que superam as 750 milhões de unidades mundialmente,[2] sendo que alguns empresários da Sony já registram a incrível marca de mais de 1 bilhão.[3] Sua vida, constantemente nos jornais, somada a sua carreira de sucesso como rock superstar fez dele parte da história da música rock e cultura popular por mais de quatro décadas.[4] Nos últimos anos, foi citado como a segunda personalidade mais conhecida mundialmente.

terça-feira, 12 de maio de 2009


musical vitoria no bosque e nos jornais




sexta-feira, 1 de maio de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Foto de Madonna nua aos 20 anos vai a leilão

Uma foto de Madonna em nu frontal será leiloada no início de fevereiro, revelou a revista People. A imagem foi tirada em 1979 e publicada na revista Playboy anos depois. A casa de leilões Christie's espera vender a imagem por, no mínimo, 10 mil dólares. Clique aqui para ver a imagem original.

A foto foi tirada quando Madonna ainda era apenas uma dançarina e o fotógrafo, Lee

Madonna nua em 1979

Madonna em nu frontal vai a leilão

Friedlander, pagou 25 dólares para que Madonna posasse para suas lentes.

Ela foi publicada pela Playboy em 1985 ao lado de outros registros da mesma sessão e, segundo o vendedor, trata-se provavelmente da "mais explícita de todas".

O grande Cauby

Há quatro anos apresentando-se no Bar Brahma, em São Paulo, o cantor atrai uma legião de fãs e mostra por que ainda é uma das maiores vozes do Brasil

Os 50 metros que separam o camarim do Bar Brahma - no centro de São Paulo - do pequeno palco improvisado, no salão principal, parecem quilômetros quando passa um dos maiores mitos da música popular brasileira: Cauby Peixoto. Aos 77 anos (não declarados nem confirmados), vestindo calça preta com listras brancas, camisa preta, gravata prata e um paletó branco, amparado e protegido por três seguranças enormes, ele cruza com dificuldade no meio da platéia, como aqueles astros do pugilismo americano a caminho do ringue. Sob aplausos de um público histérico, de pé, o cantor dá autógrafos, posa para fotos e começa a cantar antes mesmo de se juntar aos três músicos que já dão os primeiros acordes: "Por isso uma força me leva a cantar, por isso essa força estranha..."

Essa cena acontece invariavelmente toda semana, às segundas-feiras, na temporada que já dura quatro anos e marca o renascimento artístico de Cauby, que já foi do topo ao limbo em várias fases de sua carreira de 60 anos. O renascimento, no Bar Brahma, teve um gosto especial. "Foi aqui, no centro de São Paulo, que tudo começou", conta Cauby, pouco antes de mais um show, numa segunda-feira de dezembro, quentíssima (os termômetros marcavam 30 graus).

A lembrança do cantor remete ao final dos anos 1940, quando, a convite do irmão Moacyr, que já tocava na noite paulistana, ele deixou a cidade natal, Niterói (RJ), para tentar a sorte como crooner, na recém-inaugurada boate Oásis, também no centro da capital. Nas primeiras apresentações, imitava Nat King Cole. Como não sabia inglês, decorava os fonemas, vencia a timidez e ia em frente. O timbre o ajudou logo de cara e vieram outros convites. Foi chamado para a sofisticada boate Arpège, na Avenida São Luiz, e dava canjas no Nick Bar, ponto de encontro de artistas e jornalistas, ao lado do Teatro Brasileiro de Comédia, o TBC, na Rua Major Diogo. Pouco depois, incluiu em seu currículo também a boate do Hotel Excelsior, na Avenida Ipiranga, ao lado do Bar Brahma.

"Quando acabavam os shows no Excelsior, na madrugada, comíamos um picadinho aqui no Brahma, exatamente neste salão onde canto hoje", recorda Cauby. E foi ali, na boate do Excelsior, já sabendo explorar bem os graves de sua voz - incentivado pela mestra, a cantora Leny Eversong, outra veterana da noite paulistana - que sua vida mudaria para sempre. Foi apresentado ao maranhense Edson Collaço Veras, o Di Veras, que se tornaria seu empresário e responsável por golpes de marketing essenciais na construção do mito Cauby. Como, por exemplo, segurar a voz do cantor em três milhões de cruzeiros da época, isso no começo dos anos 1950. "Conheci o Di Veras, voltei para o Rio e aí começou a grande festa", lembra.

O cantor entrou para o cast da Radio Nacional, que tinha mais ou menos o mesmo prestígio da TV Globo de hoje, gravou sucessos como "Blue Gardenia" e nunca mais teve privacidade na vida. Vieram os fãs-clubes e histórias de seguidoras fanáticas, que entre outras loucuras colecionavam ossos de galinha, caroços de azeitona e até pontas de cigarros que haviam passado pela boca do ídolo.

Enquanto conta detalhes do começo da carreira, o público que lota o Brahma nessa noite vai ficando impaciente. A platéia é formada quase que só por mulheres, entre elas as senhoras de uma associação beneficente, que praticamente preenchem todas as mesas para a chamada "Noite do Bem". É hora de entrar, enfrentar a difícil travessia pela platéia e, sentado numa poltrona vermelha, arrebatar os ouvintes com um repertório de 18 músicas, que inclui sucessos como "Travessia", "Eu sei que vou te amar", "Samba em prelúdio", "Corcovado" e, é claro, sua marca registrada, "Conceição", o famoso samba-canção de Dunga e Jair Amorim, que inicialmente foi oferecido ao cantor Silvio Caldas e depois acabou acontecendo na voz de Cauby. Ele consegue a proeza de cantar e ao mesmo tempo fazer poses para a fotógrafa Luiza Sigulem, que fica agachada embaixo do palco para buscar os melhores ângulos.

Mas, antes de entrar, Cauby faz uma revelação - quando lhe pergunto de onde tirou o estilo extravagante de se vestir e se portar em público - que me deixaria intrigado pelo resto da noite: "Tive uma influência do Ney Matogrosso no meu renascimento artístico", diz ele, referindo-se ao início dos anos 1970, quando caiu no ostracismo e sua voz poderosa já não empolgava mais as menininhas. "Fui ver o Ney para isso, para saber um pouco mais. Uma amiga me convidou. Ela disse: 'você tem de ver o Ney Matogrosso. Eu vi e adorei'. Isso me influenciou muito, é claro."

Naquela época, Ney Matogrosso acabava de surgir com os Secos & Molhados, quase sem roupa, muita maquiagem e um jeito afeminado de cantar, que escandalizaria platéias Brasil afora. Inspirado pelo artista, Cauby adota um estilo mais excêntrico, alimenta especulações sobre suas preferências sexuais. "Sou um personagem, uma mulher no palco. O Cauby do palco é realmente uma mulher, que entra, me toma e canta. Quando estou cantando não sei mais de mim", declarava naquela época à imprensa.

Surpreso com a humildade de Cauby, que se inspirou num iniciante para recomeçar sua carreira, observei-o com outros olhos. Além do perfil exótico, onde não faltam base nas unhas, anéis de cristais suíços Swarovski e muita maquiagem, Cauby exibe no palco uma jovialidade que não demonstra quando está fora dele. Quem o vê não diz que aquele homem já precisou colocar duas pontes de safena e duas pontes mamárias. "Eu gosto muito de cantar, nasci pra cantar, não tem outra coisa que faça brilhar os meus olhos", confessa. "Quando venho pra cá eu renasço. Isso mantém o que há de melhor em mim. Me perguntam como é que eu vivo. Eu vivo aqui, cantando. Depois vou pra casa. Em casa sou mole, sem graça, pijaminha velho, chinelinho. Gosto só de dormir."

Nessa noite, Cauby resolveu abrir o repertório para pedidos e essa foi a única hora em que a idade o traiu. Algumas letras, ele já não lembra de cor, mas o constrangimento inicial é logo quebrado pelo pianista que o acompanha há anos, Jair Sanches. Ele saca o microfone e termina a canção sem dar tempo para o público reclamar.

A única que nota o "lapso" do cantor é a fiel amiga e protetora Nancy Lara, companheira desde 1986, que o conheceu numa apresentação, jogou uma flor no palco e depois disso nunca mais saiu da vida de Cauby. Nancy o leva para todos os shows, senta na primeira mesa, perto do palco, recebe os pedidos de músicas, fiscaliza para que tudo saia bem. É a pessoa que faz contato com a imprensa, breca as fãs mais atiradas, enfim, seu anjo da guarda. "Sou apaixonada pela música, como o Cauby, e essa é nossa afinidade, mais nada", afirma ela, a todos que especulam sobre uma suposta relação afetiva entre eles.

Foto: Eric Brochu
MOMENTOS MARCANTES
1. Uma das várias faixas que costumava ganhar de suas fãs. 2. Cauby com Bing Crosby cantando “Bahia”, em 1955. 3. Em 1959, com a diva Marlene Dietrich. 4. Com Carmen Miranda, em 1955, em Beverly Hills. 5. Em 1979, com Elis Regina, com quem gravou “O Bolero de Satã”. 6. Cauby com Louis Armstrong. 7. Com seu ídolo de infância, Nat King Cole. 8. Ao lado de Supla, grava a canção pop “Romântica”. 9. Em cena do filme Minha sogra é da polícia, junto com Roberto Carlos (1º à esq.) e Carlos Imperial (com violão). 10. O cantor na festa de lançamento do disco Cauby, Cauby


Pouco antes de terminar o show, o público vibra ao ouvi-lo cantar "Granada", mexendo as mãos como se tivesse nelas castanholas. Quando levanta da poltrona e deixa o microfone sobre a mesa, o segurança Valdemar José de Lima, o Val, aproxima-se para a hora mais difícil: retirar o astro do palco e levá-lo de volta ao camarim. Andando com dificuldade, em função de problemas na coluna e de uma labirintite que o persegue há anos, Cauby segue lentamente, dando as mãos para as fãs mais exaltadas. "Tem umas mais afoitas, que querem tocar nele e a gente fica com medo de machucar", diz Val.

Já no camarim, Cauby tira o paletó, toma um gole de água. Está com a voz intacta, depois de mais de uma hora cantando sem parar. Pergunto qual o segredo. "As pessoas que apertam muito a voz são pessoas que falam e cantam fora do tom", ensina. "Cada um tem um tom para falar. Eu tenho a sorte de falar num tom que não prejudica minhas cordas vocais. Conhecimento também ajuda (faz um exercício com a voz para mostrar). É preciso cuidar. É preciso pensar que uma voz é uma coisa superdelicada. Tem gente que vive rouca, desafinada. Tem gente que gasta a garganta demais, eu olho assim e fico com pena (mostra cantando). Tem gente que canta fora do tom."

Pergunto também de quanto em quanto tempo seu repertório é alterado, já que está há quatro anos em cartaz, sempre com músicas diferentes. "Quando sinto que meu repertório está feito demais, aí eu mudo", explica. "Primeiro, quando aprendo uma música, fico cantarolando em casa. Depois levo os músicos para lá, ensaiamos uns 40 minutos e pronto". Cauby conta que costuma tomar nota das canções mais pedidas, ensaia e inclui no próximo show.

Ensaio, aliás, é a alma do negócio. "Gosto de ensaio", afirma, enquanto saboreia frios e frutas servidas no camarim pela copeira Zilda Fernandes, uma das poucas funcionárias do Brahma a ter consentimento para privar da intimidade do cantor, com direito até a selinho na boca, na chegada e na despedida. "É no ensaio que a gente vai melhorando certas músicas, vai sendo coautor delas."

O assunto é a deixa para Cauby se lembrar dos anos em que morou nos Estados Unidos, onde gravou discos e se apresentou com o nome de Ron Coby. Lá conheceu ídolos como Frank Sinatra, a quem foi apresentado como "o maior cantor brasileiro". Estudou música e se profissionalizou. "O que eu gostaria é que aqui no Brasil fosse como nos grandes países: eles ensaiam muito, gravam e regravam, até sair bom. Isso nós não temos ainda. Aqui às vezes sai mais ou menos. A cultura do quase."

Nos Estados Unidos, lembra Cauby, os empresários o colocaram até numa escola de dança. "Eu não pedi para dançar. Mas eu teria de dançar, porque estavam precisando de um cantor que soubesse dançar um pouquinho. Outra coisa: queriam que eu cantasse em muitos idiomas. Aí aprendi alemão, hebraico (canta um trecho de uma canção). Aprendi espanhol. Foi fundamental na minha formação essa passagem pelos Estados Unidos." E, com um certo ar melancólico, reflete: "Se tivesse ficado por lá teria ido muito mais longe. Ensaiando, até que eu faço direitinho."